Santo Eduardo sempre sofreu do mesmo mal: muitos caciques, poucos índios. No vácuo da ausência histórica do poder público, surgem agora novos “salvadores”, inclusive pastores e supostos líderes religiosos, que trocam responsabilidade por engajamento e transformam problema sério em espetáculo digital.
É fato que a obra do Hospital de Santo Eduardo está atrasada. Mas também é fato — para quem se dá ao trabalho de apurar — que o entrave se deu por falhas da empreiteira responsável, situação que levou a Prefeitura a intervir para destravar o processo. O resto é ruído.
O que se vê hoje não é cobrança qualificada, mas caça a likes, desinformação travestida de indignação e fake news jogadas sobre uma população já cansada de promessas vazias. Santo Eduardo não precisa de palco, nem de messias de rede social. Precisa de verdade, responsabilidade e ação concreta.